O mercado está cada vez mais competitivo, visto que os
consumidores estão mais exigentes e alguns estão informados e cientes do papel
da empresa na sociedade. Nessa perspectiva tais empresas não devem limitar-se
às vendas ou a busca incessável por “resultados de caixa”. Bons produtos e
serviços de qualidade não são mais suficientes para a satisfação dos
consumidores.
Partindo desse
pressuposto, pode-se observar que o Marketing está e sempre estará presente nas
mais diversas áreas empresariais, nos mais variados ramos, justamente por ter
em sua essência uma função essencial enquanto estratégia: a satisfação dos
consumidores. Conforme Kotler et. al (2010) “cada vez mais, os clientes
importam-se não só com os produtos da empresa, mas também com sua imagem e com
o que ela defende”. Isso se aplica a todos os tipos de empresa, pois quaisquer
uma tem uma reputação a ser mantida e tudo que uma empresa menos deseja é a má
informação/imagem do seu negócio.
Precisa-se focar
na ideia de que os consumidores precisam de uma empresa que irá atender a tudo
que ele busca, muitas vezes adivinhar o que ele necessita é o diferencial de
uma organização. Existe uma área da Administração Mercadológica denominada de Marketing
3.0, não muito conhecida, porem bastante
essencial diante da competitividade empresarial que temos no mercado. Este
Marketing aborda justamente o ponto chave de uma organização: o consumidor.
Tentar entender o
que o cliente está desejando comprar, extrair para as prateleiras de uma
empresa a real necessidade e o verdadeiro desejo de uma pessoa é uma das
habilidades mais valiosas que qualquer empreendedor pode ter. Voltar uma área
para os valores é essencial e um grande diferencial, eu diria.
O consumidor do século XXI, principalmente este atualmente,
cercado de informações e tecnologia, ele é movido por três características: o
funcional, o emocional e o espiritual, cada uma age de uma forma na hora da
compra e quem decide como e quando acontece, é a empresa. Ela é quem deve-se
mostrar capaz de atingir esses pontos e se sobressair.
Nas pequenas e médias empresas não é diferente, pelo contrário,
temos esta característica mais a frente do que em grandes organizações, por se
tratarem de públicos mais específicos, que normalmente são de regiões menos
desenvolvidas e com menos acesso a grandes organizações. Eu sou do interior e
digo, tenho mais acesso a pequenas e médias empresas, pois é o que a minha
região me permite, e nelas nós vemos claramente a maneira como o cliente é
tratado pela maioria.
Consumidores não são meros consumidores, são seres humanos.
É preciso entender para atender. É preciso compreender que consumidores possuem
um conjunto de sentimentos para uma melhor compreensão acerca da importância do
Marketing centrado em mentes, coração e espírito.
A filosofia do Marketing 3.0 parte do pressuposto que o
consumidor deve ser tratado como um ser humano. Todo indivíduo, em sua
essência, apresenta aspectos básicos e inerentes ao ser humano, como os
sentimentos, as crenças, os valores, os anseios, etc. Todos estes pontos fazem
parte da personalidade do indivíduo, mostrando suas principais características
que influenciam diretamente enquanto profissional, a maneira como o ser humano
se comportará dentro do ambiente de trabalho.
Uma empresa que entende o seu consumidor, que sabe o que ele quer
comprar, que propicia um ambiente onde ele realmente pode se sentir a vontade,
que atende ao que o seu intrínseco procura é, de fato, um diferencial. Em sua grande
maioria, menos o contrário, as que agem de acordo com o que o consumidor
procura, são as que duram no mercado, se desenvolvem, crescem com o cliente, o
Marketing 3.0 existe diretamente nisto: unir a característica do consumidor, o
seu desejo, sua vontade + o diferencial da empresa quanto ao cliente = sucesso
organizacional.
Mas e você, empreendedor? Dentro da sua pequena ou média empresa,
existe o Marketing 3.0? Utiliza-se dele pra um diferencial para a sua
organização? Conte-nos.
Matheus Pereira dos Santos tem 21 anos;
É técnico Auxiliar Administrativo;
Bacharel em Administração;
Especialista em Gestão Empresarial com ênfase em RH;
Acadêmico em Ciências Contábeis;
E presidente da Comissão Permanente de Licitação - CIPAJÉU.

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